<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615</id><updated>2012-02-17T06:13:35.198-08:00</updated><title type='text'>Crônicas de Luanda - Angola</title><subtitle type='html'>Neste espaço você vai entrar em contato com minha experiência em Angola, onde uma equipe de engenheiros, viajou de Norte a Sul e de Leste a Oeste do país. Este é um país que suscitou uma tremenda admiração pelas suas belezas naturais e pela sua história recente de conflitos. Mas o mais espantoso é como esta população está se recuperando deste trauma e tentando reconstruir sua trajetória. E é isto que estamos fazendo aqui, contribuindo com uma pequena parte nesta reconstrução.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-115184011340765961</id><published>2006-07-02T04:34:00.000-07:00</published><updated>2006-07-23T15:38:32.263-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 8&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fafm-p2.blogspot.com"&gt;Para ler Crônica 8 e posteriores - Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-115184011340765961?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/115184011340765961/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=115184011340765961' title='46 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/115184011340765961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/115184011340765961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/07/crnica-8-para-ler-crnica-8-e.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-114427648217043491</id><published>2006-04-05T15:33:00.000-07:00</published><updated>2007-04-22T13:04:15.197-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 7&lt;/strong&gt; – 10 de Novembro de 2005 - O fantasma da “viagem para casa adiada” voltou a me rondar novamente. Na hora da entrada no avião, vem o chamado para uma tremenda necessidade de última hora. – “Não, não dá para viajar agora”. E aí a decepção se mistura as frustrações de todos os que aguardavam com ansiedade. Tudo ficará para Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o que não se pode mudar é melhor se conformar. Vou virar a página desta viagem que não veio e falar daquela que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente a província que estava em nossa mesa de planejamento várias vezes, e várias vezes sumiu devido a prioridades diversas, assomou abaixo das asas do 727 velhíssimo da Gemini Linhas Aéreas Angolanas (acho que deve ter sido algum refugo antigo da VASP, brincadeira!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huambo, que fica a 800km de distância de Luanda, na região central do país, nos recebeu de forma muito fria, do alto de seus 1500m de altitude, o que fazia com que a temperatura ficasse em torno dos 15º. A cidade causou melhor impressão, na saída do aeroporto, do que aquela confusão quintomundense que eu vi nos primeiros momentos em Luanda. Ruas largas, muito verde com árvores margeando as avenidas e bosques gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/bosque1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/bosque1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vias da Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/bosque2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/bosque2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vias aprazíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As províncias de Huambo e Bié foram as que mais sofreram na guerra civil e infelizmente este assunto volta a tona embora eu já esteja um pouco cansado dele. Ela é uma cidade de porte, destinada a ser a segunda capital do país, mas foi sitiada pela UNITA. Teve 53 dias ininterruptos de guerra urbana e as marcas estão sempre à vista. Nas residências imponentes ainda abandonadas e marcadas por metralhadoras, em edifícios de 10 andares atingidos por morteiros e até nas pobres estátuas dos parques alvejadas por balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/Pr??dio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/Pr%3F%3Fdio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ecos da Guerra Civil - Prédio atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0253.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0253.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ecos da Guerra Civil - Estátuas alvejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de Huambo a fruta da época são os morangos. Uma diferença dos que vemos no Brasil, é que os de Huambo são pequenos, mas muito mais saborosos. Nos chegam através das zumbeiras, que os carregam na cabeça embalados em cestinhas de palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/zumbeira%20morango.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/zumbeira%20morango.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Delícia de época! - Morangos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumamos em direção a província do Bié, para a sua capital chamada Kuito. O nosso objeto de trabalho nos revelou muitas surpresas. A estrada passa por esplêndidos monumentos rochosos que brotam em prados de vegetação rasteiras, ou em florestas abertas com eucaliptos três vezes maiores e mais robustos do que aqueles que conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0066.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0066.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pedra do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA230106.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA230106.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pico do Luviri na estrada do Rio Keve-Alto Hama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA180072.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA180072.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Florestas de Eucalíptos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0088.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/IMGP0088.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por-do-Sol na floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles se refere ao Ombala Kandungo (reino de Kandungo, na língua Ombundo… gostou?). Este é outro rei com história de resistência aos colonizadores portugueses. O monumento é um monte rochoso repleto de túneis e saídas falsas construídas pelo rei, que enganaram os invasores por muito tempo. A história de Kandungo é também interessante, como a de Mandunbe (Crônica 5), pois é uma mistura de luta, ardil e paixão. Uma de suas sete esposas, com ciúmes das preferências do Rei, informou toda a sua estratégia para os colonizadores portugueses e Kandungo foi capturado e morto. O monte então passou para história como um monumento à sua resistência. Mais uma história heróica dos heróis vencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0071.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Monumento Ombala Kandungo (Reino de Kandungo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as surpresas da recente guerra civil voltaram a nos encontrar. Blindados alvejados por foguetes (alguns estavam com a parte de cima completamente separada da parte inferior, onde ficam as esteiras), outros paralisados por minas (com buracos na parte dianteira), estavam no mesmo local onde foram atingidos. Estas lembranças inertes estão por toda a estrada que leva a Kuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA180092.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA180092.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lembranças da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dado momento fomos advertidos para não sair da plataforma da estrada. Vimos então as marcações do serviço de desminagem. Este trabalho tem o apoio de ONG´s de vários países (tivemos a oportunidade de conhecer alguns técnicos destas organizações) e tem o objetivo de livrar a população do perigo das minas. Aqui e ali, onde parávamos para o trabalho, identificávamos crateras produzidas por estes artefatos traidores, que mataram muito e transformaram o país em uma pátria de pernetas. O que víamos eram as marcações deixadas pelas equipes ao liberarem as áreas. Mais à frente as marcações mudaram e eram mais ameaçadoras, com marcos implantados que mostravam o sinal de perigo (a popular caveira), indicando que aquela área ainda estava sendo trabalhada. Após alguns quilômetros vimos os heróis responsáveis por este serviço. Tomei um susto ao reparar que com eles não havia nenhum veículo potente que explodia as minas usando largatas de alto alcance, o que conferiria ao serviço a segurança necessária, como eu havia visto em um documentário. As equipes simplesmente vasculhavam uma área equivalente a 30m da estrada com detectores de metais e proteções que iam dos genitais até o peito, acrescido de um capacete para proteção da cabeça.&lt;br /&gt;Perguntei a Inácio Satambue, director provincial do INEA, sobre a segurança destas equipes. Ele me disse que a metodologia usada é que define esta segurança, o que não impede vez por outra, de ocorrerem acidentes fatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0069.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0069.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Marcações dos campos minados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA180057.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA180057.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Equipes fazendo a desminagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguindo em direção a Kuito, já não haviam mais equipes trabalhando. Só as marcações de áreas minadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos a capital do Bié, vimos o que eu já esperava. Aqui a guerra foi bairro a bairro, rua a rua, casa a casa. A sensação que nos dava é que um exército de malucos haviam se apoderado de metralhadoras e lançadores de foguetes e gastado um navio de munição atirando a esmo na cidade. A impressão foi pior do que a de Quibala (Crônica anterior), por se tratar Kuito de uma cidade maior. Havia marcas de balas até em cima de caixas d’água, em monumentos e também em parques infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0117.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0117.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0122.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0122.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0123.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190097.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190097.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190098.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190098.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190099.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190099.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190100.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190100.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190101.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA190104.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA190104.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Prédios destruídos por mísseis, residências e edifícios alvejados por morteiros, imagens que causam impacto e angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo desta mostra de selvageria, o que achei fantástico foi a constatação do moral da população que tem uma fenomenal capacidade de se superar. Eles falam de tudo, contam histórias escabrosas, participaram ativamente das operações, enterraram seus mortos nos quintais das casas (pois não podiam sair nem para isto), dividiram seus parcos alimentos que eram comidos sem sal. Mas estes fatos não fizeram com que eles se traumatizassem, parassem no tempo e nem deixassem de ter uma visão de progresso em relação a sua região quando tudo terminou. As cidades vão aos poucos se reconstruindo e com elas as esperanças da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0126.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0126.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0119.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0119.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Restauração dos Prédios Públicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ainda a Alto Hama e de lá a ponte sobre do rio Queve que foi destruída três vezes, interrompendo a ligação do norte com o sul do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA210002.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA210002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Miúdas" de Alto Hama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IMGP0162.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/IMGP0162.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ponte sobre o Rio Keve - Lugar Perigoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse a avalanche de surpresas não parou por aí. Conseguimos fazer todo o trabalho em menos tempo que o planejado. O problema é que nem tudo segue a nossa velocidade e o avião sucatão que nos traria estava em manutenção. Teríamos então que esperar até a data combinada para o retorno. Não sei se a decisão foi acertada, mas voltamos os 800km rodando. Destes com certeza 500km estavam em péssimas condições. Parece maluquice, mas ao final não deu para se arrepender. Teria perdido uma das mais fantásticas paisagens que já vi. O por-do-sol na serra do Londouimbali, região onde se escondia Savimbe, líder da UNITA. As fotos que mostro não têm a mínima capacidade de retratar a grandiosidade do espetáculo. Os contornos azuis da montanha, contrastavam com o verde da padraria e os raios solares. Simplesmente era preciso estar lá para perder o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA240021.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA240021.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA240033.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA240033.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Serra de Loundoimbali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA240031.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/200/PA240031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA240032.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/200/PA240032.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mãe e filha em Loundoimbali. Ela pediu para eu tirar a foto da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra razão para não se arrepender foi conhecer Lobito, uma cidade litorânea que finalmente preservou toda a sua beleza dos reveses da guerra. A cidade é aprazível por seu planejamento bem cuidado, com avenidas largas, e muita disposição em se tornar um lugar atrativo aos turistas. Tem uma bahia com marinas para esportes náuticos, uma orla preservada da ação dos vendedores e com uma consciência ambiental bem aparente, sobretudo na preservação das praias. A avenida beira-mar é povoada por mansões em toda a sua extensão o que a torna um verdadeiro cartão postal. Na região de Lobito e Benguela, capital da província de Benguela, estão grande parte das petroleiras e indústrias extrativistas. Ficamos contentes em encontrar uma cidade onde as assombrações dos conflitos não têm vez em nenhum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250042.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250042.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250048.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250048.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Barco que ajudou na fuga do Presidente de Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250062.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250062.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porto de Lobito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250038.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250038.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Prédios Públicos em Lobito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum não, menos em um… Chegamos a Lobito às 22:00, através da EN 250, uma das estradas em piores condições de trafegabilidade que já encontrei. Procuramos um lugar para jantar e quando encontrar um hotel já passava das 24:00hs. Aparentemente o Grande Hotel era imponente com seus quase 8 andares. Chegamos na portaria, bem cuidada, com três elevadores, sendo um daqueles antigos tipo gaiola. Estranhei que o recepcionista estava de camiseta e com uma cara meio assustada de ver tanta gente chegando de uma vez àquela hora. Como o cansaço era grande, não dei bola para isto. Continuei a estranhar na hora de preencher a ficha de hospedagem. A ficha já estava preenchida. Era a primeira ficha de hotel reaproveitável que eu já vira. Eu tinha que escrever onde sobrava espaço. Perguntamos se havia ar-condicionado e o recepcionista respondeu afirmativamente. Os nossos quartos estavam no 4º andar e eu comecei a não gostar quando fomos informados que os elevadores estavam quebrados. Tivemos que subir os quatro andares com as bagagens. Mas o mais inusitado foi quando entramos no quarto. Ele parecia com as decorações dos anos 60/70. O banheiro estava cheio de tonéis d´água a banheira estava repleta de uma água amarelada. Não havia água encanada. O banho que todos estavam sonhando transformou-se em banho de repelente para mosquitos. O arcondicionado não estava ligado na tomada. Nem eu me arriscaria a ligá-lo, com medo de provocar um incêndio, tal o emaranhado de fios, alguns desemcapados. A vontade de desaparecer daquele lugar foi grande, mas o cansaço era maior e quando eu pensava em ter de descer todas as escadas com as malas às 0:30 horas para procurar hotel. Desanimei!!! Encarei a tal pocilga. O que vale é que sou bom de cama, dormi como uma pedra. Outros ficaram acordados boa parte da noite e houve gente que achou o lugar tão esdrúxulo que esperou algum Ogro-de-um-olho-só sair de dentro do armário. O coitado vigiou a noite toda. No dia seguinte desci para as nossas provisões e peguei água mineral para escovar os dentes. Banho mesmo só em Luanda a 500km de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250034.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250034.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O maravilhoso "Grande" Hotel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250035.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250035.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Usando a escova fora do "Grande" Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu estava dizendo, o único lugar em Lobito onde houve guerra civil foi no esplendoroso Grande Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA250070.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/400/PA250070.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rio Quicongo - Volta.&lt;a href="http://fafmp2.blogspot.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-114427648217043491?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/114427648217043491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=114427648217043491' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114427648217043491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114427648217043491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/04/crnica-7-10-de-novembro-de-2005-o.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-114194483947212237</id><published>2006-03-09T14:50:00.000-08:00</published><updated>2006-07-02T04:02:03.783-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 6&lt;/strong&gt; - Outubro 2005.As viagens que estamos fazendo pelo interior de Angola são um misto de incertezas com o que vamos encontrar e muito esforço para chegar e concluir o que deve ser feito em meio a estradas em condições lastimáveis. Mas a constante nestes levantamentos são ainda as histórias de guerras e as paisagens espetaculares que mostram uma terra de contradições entre suas riquezas naturais e as condições sub-humanas do povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos de chegar de uma região distante 250 km ao sul de Luanda. Fomos a uma cidade litorânea chamada Sumbe. O levantamento teria que chegar até Quibala, distante 150km, passando, no meio do percurso, por uma cidade que está no topo do planalto central, cama-se Gabela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajamos pela a estrada denominada EN 100, que faz as vezes da nossa BR-101. É uma rodovia litorânea que ainda pretende cortar o país de norte a sul. Está em bom estado, com alguns buracos, que não poderiam faltar. Fui com Armando, arquiteto do INEA, que foi me mostrando todos os pontos turísticos do sul de Luanda. Tive um especial interesse em uma construção de dois andares, isolada, em cima de uma pequena elevação à beira mar. Armando informou tratar-se do museu da escravatura. É preciso visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/0006.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/0006.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Museu da Escravatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada passa por áreas à beira-mar e nada destas regiões lembram o astral das cidades praieiras do Brasil. Tudo rareia, até a vegetação. Parece uma paisagem marciana, onde, às vezes, não se encontra o menor sinal de presença humana. Passamos pelo Mirador da Lua, onde eu pensava que este nome se devia a algo ligado ao local ser utilizado por namorados para apreciarem a beleza da Lua no mar e, quem sabe, “curtir” uma “corridinha de submarino”. Para a minha surpresa, o nome não tem nada a ver com a visão romântica que eu estava tendo. É por causa da paisagem que de tão excepcional e desabitada, parece lunar. Não vou perder tempo descrevendo. É melhor ver abaixo. O visual é impressionante e insólito.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080018.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080018.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080025.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080025.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080023.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080023.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080029.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080029.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080028.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080028.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A Lua vista da Terra de Angola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA080021.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA080021.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Direto da Lua sem o traje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci, mais à frente, uma fruta que não temos no Brasil. Chama-se Maboc e tem uma casca amarela e dura, que deve ser quebrada para se ter acesso ao conteúdo. Este é formado por caroços envolvidos por uma suculenta polpa amarela. A graça é colocar aqueles caroços na boca e chupar o sumo da polpa. Caí na besteira de tentar separar a polpa do caroço. Deu calo na língua. Ela não sai. O gosto é ácido e muito bom. Parece uma mistura de maracujá com pêssego. Havia outra que se chama môngua, parecida com o Cupuaçu, é a fruta do Imbundeiro, árvore que é um dos símbolos de Angola, mas chega de novidades em relação a frutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050022.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050022.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Delícias da África - O Maboc&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem da viagem variava de forma abrupta. Hora se tornava uma savana, hora voltava para a paisagem litorânea e víamos sempre as vilas formadas por habitações em estuque coberta de palhas. No meio da viagem aparece um vale que parece ter sido pintado a mão. Depois eu soube quem era o artista daquela obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050037.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050037.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aldeia na Estrada Nacional que leva à Sumbe.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos finalmente a Sumbe, uma cidade litorânea, que não tem nada a ver com as do Nordeste. Pois o estilo africano impera na paisagem. Todas as habitações que recepcionam os visitantes têm as características de quinto mundo, que são bem peculiares aqui. A medida que avançamos na cidade os prédios foram melhorando de aspecto, até a orla marítma, onde estavam os hotéis e as características universais das praias (calçadão, coqueiros, bares, restaurantes, etc). A cidade é a maior produtora de lagosta do país. Então adivinhe qual foi o meu jantar à beira-mar em frente ao hotel? Bem, nem tudo é só sacrifício. Se você gosta, ela veio grelhada e acompanhada de uma salada que não deu para evitar, como tenho feito com as verduras não cozidas daqui. Estava saborosíssima!&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050043.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050043.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegada à Sumbe - Pelo menos o mar está ali.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050044.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050044.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Restaurante à beira-mar - Lagosta à vista.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050046.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050046.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem, nem tudo é sacrif�cio aqui em Sumbe.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a labuta, o trecho seria bastante difícil, pois eram 150km com uma serra no meio, onde sairíamos do nível do mar para altitudes de 1500m. Não havia como pernoitar nas cidades lindeiras (Gabela e Quibala). Não havia estrutura de hospedagem, pois a guerra simplesmente dissolveu e os investimentos ainda não chegaram como em Ondjiva (Crônica anterior, lembra?). Teríamos que voltar sempre o percurso levantado para dormir em Sumbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fomos trabalhando naquela estrada de difícil trafegabilidade, em uma situação tal que nunca espero que as nossas cheguem, embora esteja perdendo a esperança, pela constatação de descaso como estão a tratar a infra-estrutura brasileira. É possível que algum dia possamos estar com problemas que Angola hoje tem que enfrentar. A completa perda de suas ligações territoriais. Pelo menos este país tem uma justificativa. Foram 27 anos de guerra. E nós, qual a nossa justificativa?&lt;br /&gt;A vegetação inicial é dominada pelo imbundeiro, o que já a torna bem diferente da nossa. As paisagens são singulares e não identifiquei nada aqui parecido com a terra brasilis. Comecei então a ver um outro diferencial na paisagem, algo que transformava a região de flora rarefeita para um vale onde tudo é verde e ordenado, onde a agricultura é abundante e agente de mudança do ambiente. Até o povo tem o astral melhor e aparenta mais saúde. Isto tudo é causado pelo rio Keve, que desde  antes da nossa chegada a esta região vêm nos acompanhado e proporcionando momentos de puro deleite para os olhos. O rio Keve dá condições para a região fazer uma das maiores agriculturas do país e ser um motor de transformação. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050038.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050038.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Vale com o artista presente&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA050039.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA050039.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Vale e o artista - Paisagens de Angola&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060040.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060040.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agricultura do Rio Keve.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060051.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060051.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Verdura barata do rio Keve.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060064.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060064.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais produtos do Keve na vila Cachoeira.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sinônimo de beleza, pois por onde ele passa, tenha a certeza que você terá uma linda visão. Chega a ser abusado, fazendo coisas que muitos rios não têm oportunidade nem características físicas para tal, como belas cachoeiras e pontes com vãos em arco, infelizmente sem utilização devido aos conflitos. Sei que devo estar exagerando, mas o impacto que um elemento transformador deste gera em uma região castigada como esta não pode ser tratado diferente. O Keve é realmente um artista da natureza.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/IMGP0631.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/IMGP0631.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cachoeira do Rio Keve&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060055.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060055.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cachoeira do Rio Keve&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/IMGP0628.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/IMGP0628.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pontes do Rio Keve&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/IMGP0627.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/IMGP0627.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Afluente do Rio Keve.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060060.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060060.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui mesmo!&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060069.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060069.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sidclei e os miúdos da vila de Cachoeiras&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida que avançávamos e deixávamos as belezas do Keve para trás subíamos em direção a Gabela. Esta cidade parece que foi congelada no tempo. Ela era a base de uma época onde o cultivo do café era o impulsionador da região. Ela situa-se em uma altitude de 1100m acima do nível do mar e seu aspecto é de uma cidade dos anos 50/60. Os conflitos aparentemente não fizeram estragos, se bem que a infra-estrutura da cidade sofreu demasiadamente (uma subestação toda montada foi para o espaço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060135.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060135.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gabela, cidade congelada nos anos 60.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a falar de rios, cidades, estradas, subestações e o mais importante está sendo deixado de lado. O povo. Este é um assunto que para falar sobre ele é preciso despir toda a sensibilidade. O povo é fator de descaso cultural e a miséria existe onde não existe miséria. Parece uma frase de efeito, mas como achar natural que haja fome em uma região que tem o rio Keve. Isto ocorreu quando paramos em uma aldeia próxima e a população cercou nosso carro pedindo comida e notávamos que havia o desespero da fome. Quando secamos nosso estoque de pão, agradecidos eles posaram para fotos. É  de espantar o tratamento que o angolano abastado dispensa ao povo humilde, com exceções, é claro. E na base deste sofrimento todo está a mulher. Ela é o ente que trabalha mais. Chega-se ao ponto dos homens levarem a sua mulher para transportar pesos ou fazer outros serviços que, em nossa sociedade, só seriam atribuídos aos mais fortes. Em nossas viagens o que mais se encontram são mulheres carregando seus bebês nas costas, para terem as mãos livres para o trabalho. Elas transportam fardos de lenha, por vezes mais pesados que o próprio corpo, ou as vezes trabalham sol a pino na lavoura. E seus bebês as acompanham em todas estas atividades, amarrados às costas com uma espécie de pano em formato de bolsa presa à barriga. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060071.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060071.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jeito feminino de viver no interior de Angola.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos registrar estes fatos, mas desistimos, pois as coitadas têm muito medo quando nós brancos nos aproximamos no meio da estrada. Algumas correm equilibrando seus fardos e seus bebês.  Houve um momento em que eu iria tirar uma foto de algum elemento da estrada e ao abrir a porta me coloquei entre uma família. A mãe e um menininho saíram correndo para trás da camionete, gritando desesperadamente para a filha, que havia ficado à frente do carro e trazia um bebê amarrado atrás. Ela gritava para que ela corresse para o mato. Não adiantou meus argumentos de que nada iria acontecer. A debandada foi geral. A imagem dos brancos colonizadores, malfeitores e escravizadores ainda é forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de Gabela a estrada fica mais bonita, com uma vegetação de árvores altas e esguias que emolduram a paisagem. A temperatura que chegara a uns 15º na altitude de 1500m, vai esquentando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA060098.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA060098.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Árvore do "Pau Preto"-Para nós o ébano. utilizadas nas esculturas&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA070010.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA070010.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Instituto do Café de Angola&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA070008.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA070008.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trecho em vegetação exuberante.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/PA070006.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/PA070006.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trecho bonito na região do café&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aldeias vão se sucedendo e as rochas aparecem, no começo timidamente. Depois formando imensos morros que completam a paisagem árida. Vamos descendo a serra mais abaixo chegamos ao rio Nhia, onde havia um desvio, pois a ponte havia sido explodida. No meio da ponte metálica do desvio tirei a foto abaixo, que era o começo dos sustos da guerra que teríamos até o fim do trecho na cidade de Quibala. Observe bem a foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA070059.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA070059.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Ponte sobre o rio Nhia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA070060.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA070060.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Detalhe congelado no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esta passagem chegamos a cidade de Quibala. Houve, claro, o alívio do dever cumprido e a necessidade de conhecer uma nova cidade. A paisagem encontrada foi as que estão abaixo e o susto foi dos maiores.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;A cidade era um reduto da UNITA e foi bombardeada pelas tropas do governo em batalhas que a transformaram em uma cidade de escombros. Parecia que os destroços estavam ali para servir de museu a céu aberto. Ela está implantada entre duas cadeias de monte de pedras que serviram de reduto para a UNITA e para as tropas do governo (do lado oposto, é claro). As duas se duelaram com a cidade no meio levando toda a carga de uma batalha exdrúxula como esta. O resultado vocês estão vendo nas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA070089.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA070089.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Via principal de Quibala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA070088.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA070088.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Prédio na Via principal de Quibala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PA070090.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PA070090.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Detalhe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi impressionante andar por ruas daquela forma. A sensação que pairava no ar era a de que a qualquer momento tudo recomeçaria e teríamos que procurar rápido um lugar para nos proteger. Por indução, até o cheiro da guerra começamos a sentir.&lt;br /&gt;O caso é que os recursos ainda não chegaram para esta região e as histórias de guerra, não são apenas histórias, estão ali presentes, para impressionar não pelos ouvidos, mas com os olhos. E assim não é preciso que ninguém nos conte como tudo se sucedeu. Basta olhar para saber. O que mais impressionava não eram os prédios reduzidos a um montes de entulho. Eram as casas de morada que também estavam destruídas através de balas. Isto era o cotidiano de Angola há cinco anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/PB170005.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/PB170005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Casas destruídas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em assuntos mais amenos, tive a sorte de participar de um dia histórico para o país. A classificação para a Copa do Mundo. E isto foi o dia de nosso retorno à Luanda. Tivemos que ouvir o jogo pelo rádio, pois estávamos ainda no trajeto. Eram dois jogos que se desenrolavam no grupo. E o adversário era nada menos do que a temível Nigéria, que estava jogando no outro jogo, contra o Zimbawe. Ela não se fez de rogada e partiu logo com 2x0 ainda no primeiro tempo. Angola teria que ganhar sua partida contra Ruanda. Bastava 1x0, pois no confronto direto fora vencedora. O país ficou se roendo com o empate em todo o primeiro tempo e nós com eles. O segundo tempo começou e nada. Chegamos e Luanda estava deserta. Os angolanos que nos acompanhavam nos levaram a um restaurante que ficava em uma ruela de dar medo. Já estava em uns 30 min do segundo tempo e a tensão cortava o ar. Então tudo explodiu, e a população da rua saiu das casas. Garrafas voaram para todos os lados. Não deu mais para chegar no restaurante e tivemos que procurar outro. Quando o jogo acabou a festa começou e até caminhão de lixo virou trio elétrico. A coisa toda é mais selvagem que as nossas comemorações. As rádios ficaram dando boletins para acalmar a população, mas ninguém queria saber. Para chegar em casa foi difícil. Não era uma festa qualquer. O país agora faz parte da elite do futebol mundial e curtiu a esperança de jogar o primeiro jogo da copa contra o Brasil. Assim vão chamar a atenção de, pelo menos, 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Foi assim que o basquete de Angola se tornou referencia na África. Foi o primeiro país a jogar com o Dream Team, dos EUA, na Olimpíada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As festas se sucederam por todo o país e os angolanos estão considerando este resultado como um despertar de uma nova era para eles. Não estão com pretensões no mundial. Sabem que têm apenas 3 jogos a fazer. Mas querem que seja os três melhores jogos da sua história. E não quer dizer que achem que ganham as partidas, mas acham que podem ganhar com as partidas.´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história das Copas do Mundo está repleta de casos de azarões vindos da África que fazem o improvável com seleções da primeira linha do futebol. Quem sabe se um dos  azarões não é este. Que não seja contra o Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-114194483947212237?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/114194483947212237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=114194483947212237' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114194483947212237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114194483947212237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/03/crnica-6-outubro-2005.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-114029970168257771</id><published>2006-02-18T13:32:00.000-08:00</published><updated>2006-03-25T09:02:07.230-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 5&lt;/strong&gt; - Estamos em Outubro de 2005 e estamos superlotados de serviço. Ainda não conseguimos ter um domingo sequer de descanso. Às vezes a única hora de relaxamento é a hora da missa, que não perco, pois lá está um dos corais mais bonito que já ouvi. O coral é composto por maioria feminina, mas quando há poucos homens o efeito não é tão mágico. Já percebi que os homens vão mais à missa das 8 horas. Nela o coral fica mais bonito. O efeito é avassalador. As músicas são metade em português e metade nas línguas quimbundo e obundo, e é nestas línguas que a magia se faz. As vozes se entrelaçam em um arranjo fora do comum, fazem uma harmonia tribal que se mistura com a acústica da igreja. As vozes femininas fazem os malabarismos agudos e os homens dão a base certa para que, juntamente com uma percussão de tambores de couro cru, a música nos faça chegar ao paraíso. Mas não é qualquer paraíso, é o paraíso da Mãe África. Eu fecho os olhos e a tentação de ver as tribos, os quimbus, os animais e ouvir seus urros, torna tudo um momento excitante e bastante especial, bem diferente do efeito que realmente a Igreja desejaria obter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a temporada de viagens havia começado, é bom dar uma olhada no mapa de Angola para sentir a distância que foi percorrida por nós em todas estas jornadas. O primeiro mostra a divisão política do país com suas 18 províncias, capitais e cidades. O segundo mapa mostra todos percursos realizados. Este mapa está inserido ao final na 8ª Crónica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/mp_ger.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/mp_ger.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 01 de Setembro, a equipe viajou para Cabinda, que é uma província no extremo norte de Angola. Se você observar no mapa Cabinda é aquela língua, separada do resto do país, mas que pertence a Angola e o Governo Angolano não se separa dela em hipótese nenhuma, embora a grande maioria da população de Cabinda deseje a cisão. A razão é que Cabinda está sobre um dos maiores lençóis petrolíferos da África. A descontinuidade do território foi resultado de acordos do passado para que o Congo tivesse acesso ao mar. Toda esta confusão torna aquela região a mais instável do País, atualmente, com a presença maciça do exército garantindo uma ordem precária. A equipe foi escoltada durante todo o trajeto na estrada. Esta levaria a fronteira com o Congo. A equipe atravessou a fronteira, após o término dos trabalhos e conheceu Port Noir, uma uma linda cidade cosmopolita no Congo. O idioma é francês, o que fez o nosso inglês macarrónico ser a língua oficial da estadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de setembro viajamos  para o sul do país. A intenção era fazer o levantamento do trecho entre duas cidades da província do Cunene, região que faz fronteira com a Namíbia. As cidades se chamam de Ondjiva e Xangongo. A segunda intenção era entrar na Namíbia (que fica a 45 quilômetros de Ondjiva) e fazer um safari. O que é bom que se diga, é que a viagem não foi no Iliushin russo (texto anterior). Graças a Deus estávamos nas boas mãos de Heather, nossa comandante sul-africana, boa de manche, que não deixou o avião fretado balançar nos céus nublados de Angola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P9150005.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P9150005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarmos, fomos conhecer as instalações do INEA e almoçar com os pilotos. Depois fomos à Namíbia, que fica a 70km de onde estávamos. Lá vimos que a opção safari havia sido frustrada, pois as reservas onde existem os animais selvagens estavam fechadas. Resignados tivemos que voltar e deixar esta, que seria uma experiência única, para outra oportunidade. Nossos cicerones chamavam-se Paulo King, diretor provincial do INEA e Júlio Cuanza, Diretor provincial da divisão de obras. Duas pessoas que com o passar do tempo foram nos proporcionando experiências singulares sobre esta região. A nossa equipe era grande, composta por 4 engenheiros angolanos, dos quais um deles era o Dr. Herculano, e três brasileiros, Luiz Maranhão, Sidclei e eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando da fronteira, nossos guias nos levaram a um lugar chamado Oihole, que é um memorial ao Rei Mandumbe. Neste local comecei a entrar em contato com histórias das guerras que assolam esta região, por ser ela a fronteira mais próxima com a África do Sul. Histórias passadas e presentes que são estranhas ao nosso universo, mas fazem parte do cotidiano deste país e, principalmente, desta região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P9150034.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P9150034.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oihole era o centro do reino onde Mandumbe exercia seu poder com mão de ferro na primeira década do século passado. Seu reino compreendia a região sul de Angola e o norte da Namíbia. Ao todo possuía 20 esposas. Sua justiça era sumária, mas dando “alguma chance” ao infrator. Em diversas situações, o prisioneiro a ser julgado, era obrigado a subir em uma palmeira das mais altas que tinha no quimbu (vila parecida com aldeias indígenas), longe 500m de distância da cadeira do rei. A uma ordem sua ele teria que descer da árvore e estar na sua frente em um tempo tão diminuto que só os mais preparados conseguiam. Se não alcançassem a morte era iminente. Esta trajetória teve um final trágico quando Portugal e Inglaterra cercaram o reino por Angola e pela Namíbia respectivamente. Após uma feroz resistência, Mandumbe ao ver que iria ser capturado matou seu fiel cão, dois guardas-costas e se matou com um rifle em 5 de Maio de 1916. Na história dos vencidos, eles elegem seus heróis através do exemplo de bravura e pelos ideais de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio do memorial é magnífico, altamente convidativo e tem uma atmosfera que leva a contemplação. O mausoléu é esplendidamente bem concebido. Baseado na folha da omufiate, planta que integra a paisagem do sítio desde a época do Rei Mandumbe. Todos ao chegar têm que cumprir um ritual de reverência ao rei, colocando um ramo de omufiate em sua sepultura. Na instauração do sítio, houve a presença dos presidentes de Angola e da Namíbia. O lugar tornou-se um centro turístico com museus, maquetes do local onde Mandumbe vivia com seu estado-maior, bares, hotel, lojas etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9150036.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9150036.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Caminhos do Oihole&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P9150038.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P9150038.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Caminhos do Oihole&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P9150042.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P9150042.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Folha do omufiate na minha mão e no mausoléu de Mandumbe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/Digitalizar0003.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/Digitalizar0003.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mausol�u de Mandumbe&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/Cpia%20de%20P9150049.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/Cpia%20de%20P9150049.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ritual a Mandumbe (Sepultura)&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que possa parecer, neste local tão distante de nossa terra, encontramos um brasileiro fazendo um documentário. Você tem alguma dúvida de onde ele era. Claro, do Ceará, confirmando a máxima de que o cearense vai  para qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/Cpia%20de%20P9150057.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/Cpia%20de%20P9150057.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Museu ao ar livre - Maquete do s�tio&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9150069.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9150069.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das maquetes do s�tio&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Ondjiva, fomos visitar a cidade e deparamos somente com construções novas de cerca de 2 anos para cá. Foi quando Paulo King nos falou que a cidade fora bombardeada a cerca de 3 anos e os únicos prédios inteiros haviam sido a Igreja (sem telhado) e o hospital. O resto era escombros. Esta guerra foi contra a UNITA (facção opositora ao regime que agora se constituiu em partido político), uma guerra civil que dilapidou tanto economicamente quanto moralmente o país. A guerrilha, apoiada pelos Estados Unidos encheu de minas o interior, transformando o país em uma pátria de pernetas, e matando boa parte da fauna. Só quem a deteve foi a morte de seu líder máximo Savimbi. Após seu assassinato a UNITA baixou armas e Angola entrou neste período de normalidade política que vivemos hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/Cpia%20de%20P9150006.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/Cpia%20de%20P9150006.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Destro�os-Monumento em Ondjiva&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jantar conhecemos Daniel, um senhor que havia sido o primeiro director provincial do INEA após a guerra. Ele nos contou que tomou posse embaixo de uma árvore. Como monumento, a cidade mantém um monte de escombros de um prédio bombardeado, para lembrar o que passaram em uma das guerras mais esdrúxulas que o país viveu. Uma guerra contra o seu próprio povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há registros de décadas sem que haja algum conflito armado, pois no período pré-aparteid, a África do Sul infernizava os países da África Austral (cone sul) com seu poder belicista, transformando, por consequência, o exército angolano no mais bem equipado, bem treinado e mais respeitado exército de toda a África. Todo o apoio militar foi oferecido pela antiga União Soviética. Os anos 74, 81, 93 foram anos especiais de conflito aqui em Angola. Isso para falar em épocas recentes, pois a independência de Portugal foi conseguida somente no ano de 75 por uma tríade de forças revolucionárias onde se sobressairia o herói nacional Agostinho Neto.A gratidão que os angolanos têm com o Brasil é que nos fomos o primeiro país a reconhecê-los como nação independente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pese tudo isto, o mais interessante é que o povo reagiu sem traumas a esta sua história recente e passada de combates. O nosso cicerone Júlio fez sua narrativa de guerrilheiro como se fossem passagens naturais da vida de cada um. Histórias de como o caminhão em que ele estava foi jogado a 2 metros de altura por uma mina e ele perdeu um amigo e parte do seu pé. Falou da sensação de vácuo e em seguida do calor insuportável que sentiu antes de apagar. Contou passagens de emboscadas realizadas sobre as brigadas inimigas, as táticas empregadas e de como teve que matar seus adversários quando foi preciso. Contou da dificuldade de se certificar que seus parentes estavam bem após cada bombardeio, quando tudo era escombro e morte por todo lado. Toda esta conversa era passada de forma consciente e, pasmem, com bom humor. O gigante Júlio Cuanza realmente é uma pessoa diferenciada, de uma lucidez e estado de espírito sem similar, mas em todos com quem conversamos nesta região, percebemos a ausência de marcas de qualquer espécie em relação aos conflitos. Tudo nos foi mostrado, locais de vitórias, escombros, destroços de tanques ainda na estrada que estávamos a trabalhar, monumentos em valas onde estavam enterrados 300 soldados mortos em uma batalha contra a África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/Cpia%20de%20P9160096.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/Cpia%20de%20P9160096.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Blindado danificado por um morteiro&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o trabalho, não consegui identificar nenhum exemplar da fauna original da África, como era meu desejo (nem mesmo o tal macaquinho apareceu), mas na flora eu tive realmente várias surpresas. O clima da região é o tropical seco, com pouca humidade, causando problemas nos lábios e narizes de nós novatos. A vegetação da região, que constava no atlas de Angola, era denominada de chana. Sem saber o que seria começamos a observar certas palmeiras idênticas às carnaúbas, arbustos espinhosos iguais a jurema, cactos semelhantes a palma. Mudando a disposição e a quantidade (a chana é bem mais rarefeita) eu diria que estivera rodando mais de 7000km para encontrar algo parecido com a caatinga. Assim pode-se concluir que aquela teoria da Pangeia, junção dos continentes nada tem de estapafúrdia. A grande exceção nessa semelhança toda está a cargo de uma árvore excepcional chamada Imbundeiro. Esta árvore monumental é parente do baobá e se espalha por toda a Angola/África. Seu tronco pode chegar a 5m de diâmetro tendo exemplares com 8m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9160059.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9160059.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chana. Semelhante a Caatinga?&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170124.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170124.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imbundeiro do final do trecho.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Xangongo onde fizemos uma parada técnica em uma espécie de mercado ao ar livre. Neste local, conhecemos dois pernambucanos, de Angelim, que estão a trabalhar em um projeto de irrigação no rio Cunene, similar aos do rio S. Francisco. Com todas estas evidências, confirmei assim que o nordeste está mais perto do que eu imaginava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170073.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170073.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mercado de Xangongo&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170078.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170078.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Herculan, Sidclei e Maranh�o, um bodinho em Xangongo. Sobreviveram..&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170082.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170082.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Encontro com conterr�neo de Angelim(camisa azul)&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a parada, que levou mais tempo do que imaginávamos devido a confraternização com nossos conterrâneos, fomos ter com o governador da província do Cunene, Pedro Mitunde. Ficamos sabendo que o próprio governador foi vítima da guerra, sofrendo um atentado de uma mina preparada embaixo de sua mesa de trabalho. O resultado foi uma perna mecânica que o acompanhará pelo resto de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170095.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170095.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Governador da prov�ncia do Cunene&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então a travessia do rio Cunene. É um rio portentoso que faz o papel do rio S. Francisco, com cheias que se espalham em um imenso vale, se constituindo em um impulsionador econômico para esta região seca. Infelizmente as histórias das guerras continuaram. A ponte de 900m que era usada para vencer o Cunene foi dinamitada a cerca de 4 anos por um guerrilheiro maluco da UNITA. A ponte é um alvo estratégico, pois esta já é a segunda vez que ela é dinamitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170101.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170101.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rio Cunene pela ponte destru�da.&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9170108.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9170108.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banho no Rio Cunene&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última surpresa nos aguardava ao final do dia. Esta foi de ordem emocional e proporcionada por um dos membros da equipe. Após o almoço, rodamos mais 20km até uma fazenda. Esperávamos por uma experiência que poucos haviam tido. Até então eu estava tirando todas as fotos, mas a partir daí eu passei a máquina para Sidclei, pois iria presenciar um encontro entre pai e filha após trinta anos de separação, ou seja era a primeira vez que se veriam, desde que a menina havia nascido. A história contada por ele é que havia namorado a mãe da menina quando da implantação da estrada. A garota nasceu e em meio a uma guerra e outra perderam o contato. Procurou muito por elas este tempo todo, mas nenhum sinal de mãe e filha. Casou e a vida passou. Teve 4 filhas e ao dar uma entrevista na rádio sobre a situação das estradas no país, foi reconhecido por uma das irmãs (por parte da mâe) da moça. Ela entrou em contato com ele e assim nós estávamos ali para presenciar este reencontro. Claro que os comentários foram muitos. A mim, achei que não cabia julgar uma situação desta,  sem estar envolvido nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o carro chegou, a moça que desceu era bonita e estava vestida com blusa e um sarongue típico do interior de Angola, estava descalça. Ao descer o pai se identificou e não houve nenhuma das cenas fortes que esperávamos. A moça parecia que não acreditava no que estava se passando, por mais que o pai se esforçasse em explicar. Foi oferecido refrigerante a ela e soubemos que era analfabeta e morava numa espécie de “senzala” da fazenda. Tinha 2 filhos uma menina e um menino. Aquela situação perdurou até a hora de irmos, quando o pai soube que não havia comida em sua casa. Isto emocionou a todos e demos tudo o que tínhamos nas duas camionetes da expedição, o que não era pouco. O encarregado da fazenda nos disse que infelizmente ela não iria lucrar muito. Só aproveitaria o que comesse ali na fazenda, pois o marido e os outros homens da senzala vão se apossar de tudo o que ela levar. Herculano jurou que iria procurar compensá-la pelo tempo que se manteve ausente, e tentaria tirar ela daquela situação tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nos afastar, quando aquela figura esguia andava para o carro que a trouxera, o rádio do carro de Paulo King, que passara todo o dia tocando músicas brasileiras e caribenhas, tocava uma música com um coral tribal, parecido com as que eu ouço na Igreja. São histórias da Mãe África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/P9180002.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/320/P9180002.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Volta para Luanda, com J�lio e Paulo King&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-114029970168257771?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/114029970168257771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=114029970168257771' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114029970168257771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/114029970168257771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/02/crnica-5-estamos-em-outubro-de-2005-e.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-113952225195895087</id><published>2006-02-09T13:25:00.000-08:00</published><updated>2006-03-25T09:03:29.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 4&lt;/strong&gt; - Estamos na iminência de viajar para Huambo, uma capital de uma província de mesmo nome (província é o mesmo que estado da federação). Iremos fazer uma vistoria em uma estrada de 85km de extensão. Este local fica no grande planalto africano, distante 700km de Luanda, com altitudes acima dos 1200m. Deve ser frio e para chegar lá precisaremos ir de avião, por causa da precariedade das estradas, ou então sacolejar durante toda a distância. Esta viagem já foi adiada três vezes e acho que possivelmente poderá se adiada novamente. Bem, estou esperando algo semelhante a vida de Tarzan, ou quem sabe me tornar um Jim das Selvas. Leões, elefantes e hipopótamos têm povoado meus sonhos nestas últimas noites. Falando sério, é preciso tomar cuidado para não se afastar da estrada, pois existem minas ainda do tempo da guerra implantadas pela UNITA. Espero que ao menos dê para ver algum macaquinho balançando na árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tenho pensado também em uma história que nos foi contada por Diniz, um dos engenheiros de uma grande construtora aqui em Luanda. Ele e Eugénio, outro engenheiro da empresa, tiveram que ir a Benguela, capital da província de mesmo nome, no litoral central de Angola. Ao chegar ao aeroporto viram que as opções de vôo eram poucas. Muito determinado, Diniz estava decidido a chegar logo em Benguela, pois haviam negócios urgentes a serem concluídos. Procurou informações e soube que existia uma empresa que teria um avião para o seu destino dentro de uma hora. Ao chegar ao balcão soube que o vôo estava lotado. Nosso amigo armou tal confusão que o atendente irritado colocou os dois para viajar. Na hora indicada foram transportados em vans e não em ônibus como é de praxe no aeroporto. Os dois começaram a desconfiar que entraram em uma fria quando de longe viram o avião. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/IL-78Mainstay_1_.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/IL-78Mainstay_1_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era um Illyushin, avião russo velho e fumacento, que Diniz viu uma vez no aeroporto e prometeu nunca viajar nele. Ao chegar perto aparelho, Diniz achou estranho que o pessoal que os conduzia olhava para os lados incessantemente e bastante ansiosos. Tomou um susto quando viu que a escada que levava ao interior do avião era de madeira. Eugénio na fila para subir sugeriu: - Vamos embora, este negócio não está dando certo. – Que nada, eu agora vou de todo jeito, respondeu Diniz lembrando-se da briga que tivera no aeroporto. Subiram e lá dentro viram que o avião não tinha forro e estava completamente carregado. Era um cargueiro e os passageiros iam em pé, procurando um local que mais lhe conviesse. Não havia como se amarrar no interior daquele brutamontes.Os dois escolheram ficar perto de umas camas que estavam em pé e o avião começou a taxiar. Perceberam na hora da decolagem que as camas estavam soltas, e pior, empurrando-os contra uma pilha de pneus de trator. Eugénio teve a brilhante idéia de subir na pilha e ficar no meio dos pneus, mas quando chegou lá em cima, viu que outros três já tinham pensado da mesma forma. Diniz só pensava que ia morrer do sufoco e imaginava no velório os amigos conversando: - De que morreu? – Foi um acidente aéreo. – Acidente!? Onde o avião caiu? – O avião não caiu ele, aterrisou normalmente. Ele morreu estrangulado por uma cama que estava solta no avião.&lt;br /&gt;Após 40 minutos o avião aterrisou em Benguela e os dois desceram completamente destroçados pela viagem. Este tipo de viagem existe por aqui e os desavisados devem se prevenir. Estes aviões arreiam a traseira para que possam ser carregados. Na República do Congo, o ano passado, esta traseira arriou a uma altitude de 10.000 metros. Todas as 40 pessoas que estavam dentro, na mesma situação de Diniz e Eugénio morreram. É por esta e pelas outras que eu vou querer saber muito bem que tipo de avião é esse que vai me levar para Huambo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-113952225195895087?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/113952225195895087/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=113952225195895087' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113952225195895087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113952225195895087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/02/crnica-4-estamos-na-iminncia-de-viajar.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-113935163215574396</id><published>2006-02-07T14:32:00.000-08:00</published><updated>2006-04-05T15:38:28.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Crônica 2 e Crônica 3&lt;/strong&gt; - Apesar de estar aqui a quase um mês, tenho me impressionado ainda com o trânsito. A minha última constatação foi a de carros com mão inglesa (Motorista do lado direito) trafegando nas ruas. E não é um caso aleatório, uma boa percentagem é assim. Estes carros vêm da África do sul, pela Namíbia, que também possui mão inglesa. Agora imagine a confusão que não deve ser para o motorista. Aqui não existe taxi e o sistema de transporte coletivo é precaríssimo. Se quisermos nos locomover sem carro, a opção são as velhas e conhecidas “vans”, que aqui se chamam de “Kandonga”. Aqui pelo menos elas são padronizadas, em menor número que em algumas das principais cidades brasileiras e (estranho!) um pouco mais organizadas. Tudo isto contribui para o aumento de carros nas ruas e, por consequência, mais engarrafamentos. Muito mais estranho é que neste período que estou aqui constatando este caos urbano, só vi uma batida e pequena, por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho tido problemas com as pessoas. No nosso nível todos são bastante cordiais e prestativos, mas quando o nível baixa muito (trabalhadores braçais, desempregados, ambulantes...), o racismo se acende. Já ouvi diversas vezes frases meio ameaçadoras como “Olha os Pulas!” (Pula é o pejorativo de branco) e coisas bem piores. Combinamos não sair sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui todo mundo fala mais de uma língua. O nosso administrador fala inglês e francês fluentemente e está aprendendo japonês. Angola é completamente rodeada por países  de língua alheia ao português. Fala-se inglês a Sul e Oeste e francês no Norte. No interior, o país possui mais cinco línguas nativas. Entre elas o Kimbundo, e as línguas banto, cuja peculiaridade é ter todos os verbos iniciados com o prefixo cu (cuidado com a gozação). Então aprenda, Curibota é falar abrobinha, Cuimbila é cantar...  Existe um engenheiro aqui do Inea, Engenheiro Herculano, que fala todas as nativa e algumas padrões incluindo alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas engraçadas é que, como vocês notaram, seu título vira propriedade. Você é conhecido e chamado por ele: Engenheiro Sicrano, Arquitecto fulano ...&lt;br /&gt;As opções de divertimento ainda não foram descobertas por nós que moramos no centro da cidade e estamos desgarrados do restante do pessoal. Estes moram no Condomínio Talatona, local de moradia da maioria dos brasileiros.  O motivo é que estamos em um ritmo meio que alucinante, trabalhando de domingo a domingo. Este final de semana, como é aniversário de Maranhão, vamos tentar tirar ele do trabalho para fazer uma comemoraçãozinha. Apesar disto já identificamos um “Snack bar” (bar de tira-gostos) que serve uns petiscos interessantes: o choco é um polvo a milanesa; pica-pau, uma espécie de filé com fritas e lagostas de diversos tipos, regados a cerveja EKA (uma delícia!). Mas o melhor em comida de Angola são os peixes, principalmente o cacusso que é um peixe do mar pequeno, mas saboroso. Fui a um restaurante em que eles preparavam na brasa com sal grosso. Foi o melhor que eu já comi aqui. O pior foi uma tal de Muamba com gimguba. Uma pergunta! Você já teve oportunidade de ter uma gimguba na boca? Não, pois eu já. E fotografei por sinal. Só não divulgo para não ferir os pudores de alguns. Vamos as explicações, gimguba é o próprio amendoim, só que neste prato ele vinha em forma de uma gororoba. Existe outra gororoba feita de mandioca prensada. A consistência é a daquele grude que fazíamos quando criança para montar pipas. Este exemplar da comida angolana é também chamado de Funge Bobo. O prato final é quando estas duas adornam um frango cozido. Esta é a Muamba com gimguba. Neste dia só comi o frango.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei a observação de minha amiga Luciana, quando leu o meu último e choroso e-mail. Ela achou muito engraçado que depois de quase 120 anos da abolição da escravatura no Brasil, sai um branco daí para sofrer de banzo na África. Situação inversamente igual a dos negros escravizados na nossa “Pátria Mãe Gentil”. Sorte a minha que a inversão não foi totalmente completa, senão iria ser mais engraçado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crônica 2&lt;/strong&gt; - 02 de Setembro de 2005 - Eu esperava escrever bem mais, mas as coisas estão muito corridas aqui, e não estou tendo muitas oportunidades. Se passou a primeira semana da empolgação e terminou a segunda. Estamos iniciando a semana do banzo, que está chegando no nível muito alto. Estou meio perdido com o português de Portugal que se fala aqui. Algumas palavras não são acentuadas, o acento circunflexo é substituído pelo agudo e existem denominações diferentes para certas coisas (banheiro é casa de banhos), principalmente as técnicas (concreto é betão, trecho de estrada é troço, banqueta é lancil e por aí vai...) O mais engraçado é a ausência de gerúndio, o que os angolanos insistem em dizer (junto com os portugueses, é claro) que a sua utilização banaliza o verbo, não sendo a forma correta de falar o português. Eu acho que usar só o infinitivo&gt; é aprisionar o verbo ao verbo estar, e aí sim é banalizar, mas isto é discussão para uma vida inteira. Nela eu fico com as impressões do escritor angolano José Eduardo Agualusa, que foi um dos sucessos na última Feira internacional de Parati. Segundo ele para ler os cânticos dos Lusíadas de Camões, a métrica portuguesa não serve, tem que ser a brasileira. 1X0 para nós dentro da casa do adversário. Mas, apesar disso, acho que quando vocês me 1encontrarem novamente, estarei a falar iguala um gajo, pois, pois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a guerra civil prejudicou o país no que ele tinha de desenvolvimento, inclusive na mentalidade do povo para certos aspectos..O regime comunista impretado depois da independência de Portugal em 75, antes da guerra civil, além de encher a cidade com nomes dos expoentes libertários nas ruas(moro na Av. Salvador Allende e  trabalho na Av. Lenin, tendo também ruas Martin Luther King, Fidel Castro, entre outras...). Assim fico devendo as fotos da cidade, mas, devido a tudo isto, há uma incompreensão do povo angolano com fotos que nós "brancos" tiramos. Eles não vêem com bons olhos (aliás vêem com maus olhos mesmo), pois, além de não gostarem devido ao tempo do comunismo, eles ainda acham que os consideramos exóticos e isto eles têm pavor. Fomos a uma praia este fim-de-semana e ao descermos com a máquina, já havia uma confusão no bar próximo, pois um casal de chineses queria tirar fotos com a meninada e a confusão rolou. Foi uma pena, pois o pôr-do-sol aqui é na praia estava maravilhoso, com um Sol de um brilho meio metálico (aqui tudo é bem diferente!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P8280025.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P8280025.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Por-de-sol na praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/gallery_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/gallery_1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vista do Prédio da Chevron na minha Rua - Salvador Allende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saio às ruas ainda me espanto com a qualidade dos carros que trafegam. Todas as vezes vejo algum que nem sonhamos encontrar aí. Uma Nissan zerada cabine dupla, o pessoal chama pelo termo prejorativo de "carrinha". Carro para eles é muito mais. E que carros. Ainda não tive condições de comprar nada, mas em um serviço que fiz no istmo de Luanda, que todos chamam de "Ilha" (um dos lugares mais bonitos da cidade), parei numa loja de arte, onde havia umas esculturas em madeira retratando o povo do país e os animais. Eram perfeitas! O preço salgado. As mais viáveis chegam a U$ 30,00. Existe um mercado de artesanato aqui chamado Benfica. Preciso visitá-lo. Esta é uma fase crítica na minha estadia aqui. Espero conseguir superá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-113935163215574396?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/113935163215574396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=113935163215574396' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113935163215574396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113935163215574396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/02/crnica-2-e-crnica-3-apesar-de-estar.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-113935152131258400</id><published>2006-02-07T14:22:00.000-08:00</published><updated>2006-02-07T14:38:37.483-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/foto1.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/foto1.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Baia de Angola - Vista da Ilha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-113935152131258400?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/113935152131258400/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=113935152131258400' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113935152131258400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113935152131258400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/02/baia-de-angola-vista-da-ilha.html' title=''/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21920615.post-113917509952794576</id><published>2006-02-05T12:33:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:32:26.549-07:00</updated><title type='text'>Chegando à Luanda</title><content type='html'>Crônica 1 - 01 de agosto de 2005 - Este inusitado aconteceu, nunca esperei estar trabalhando tão longe de casa. De repente o outro lado do mundo ficou tão perto e … estou agora vivendo nele. Deixar tudo foi muito difícil, procurei não pensar muito, pois assim não iria. Cada despedida era uma faca rasgando. Passei por todas e elas foram ficando progressivamente mais difíceis, até a última que foi com Matheus, meu filho… Esta nem é muito bom falar, apesar dele ter sido forte e ajudado muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo caminhou com uma determinação contundente, só me restou reconhecer o desígnio de Deus por traz de tudo e encarar toda esta revolução nas nossas vidas com a coragem dos que esperam dias melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui dormir na viagem à noite devido ao meu estado de excitação e, como eu estava no corredor, também graças a truculência das aeromoças angolanas que não conseguiam passar por mim sem bater, revelando um pouco de despreparo em suas funções. Não se enganem, o avião da TAAG – Transportes Aéreos Angolanos não tinha nada de maltrapilho. Era um 747 novinho (aquele da corcunda na cabeça). Esta foi a primeira surpresa com que me deparei aqui nas terras africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/1600/P8210002.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1029/2223/320/P8210002.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao aterrissar verifiquei que por enquanto não havia surpresas. Luanda é uma cidade que até aqui, não inspira muitas admirações, pelo contrário. A cidade não tem uma arquitectura bonita, os prédios são colados um ao outro, sem afastamento lateral. Existe uma onda de poeira no ar, pois as edificações e os veículos ficam impregnados de uma cor marrom. Há uma névoa no horizonte que mal deixa se ver o céu e o Sol. É a estação das chuvas. Isto vai permanecer até o dia 15 de Agosto (tem data marcada para acabar). A temperatura é bem agradável, em torno de 23º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A energia vacila frequentemente, sendo necessária a utilização de geradores para mantê-la. Com isto os administradores municipais não se animam em instalar semáforos, já que eles não funcionam. Desta forma existe um caos total no trânsito, fazendo com que, para qualquer locomoção, se avalie se é realmente necessária. Ainda não se partiu para uma solução usando células solares, embora projetos de implantação já tenham sido desenvolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As surpresas no trânsito não ficaram só nisto. Angola não tem indústria automobilística, e a diversidade de marcas e tipos dos veículos são imensas devido a importação. Só que nesta diversidade, muito mais da metade dos veículos são de marcas e tipos dos mais caros que já vi. Mercedes, Mazda, BMW, Toyota, Volvo, de tipos que não existem no Brasil, provando que existe gente com muito, mais muito dinheiro. O mais interessante é que volta e meia encontramos estacionados veículos semi-novos empoeirados, que presumimos, estão parados por falta de peças. Este problema chega a tal ponto que as ruas ficam com dificuldades de vagas para estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tive condições de fazer nenhum juízo do povo angolano. A princípio o que demonstram é um distanciamento calculado. Fomos alertados na empresa para o dissimulamento dos habitantes, devido as dificuldades que estes já passaram. Nos primórdios foram escravizados por irmãos vizinhos, depois foram submetidos a imperadores ditadores que pouco mudaram sua condição. Agora, depois da guerra, se começa a vislumbrar algo como um estado de direito, mas a população ainda não se libertou da opressão e não se sabe se isto vai ocorrer. Por isto se acostumaram a ser dissimulados e a espionarem muito (de verdade, telefones grampeados são comuns!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas condições são excelentes, o apartamento é de primeiro mundo, apesar de fora estar parecendo um cortiço. As condições de trabalho não ficam a trás. Só o que aflige é a saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21920615-113917509952794576?l=fafm86.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fafm86.blogspot.com/feeds/113917509952794576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21920615&amp;postID=113917509952794576' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113917509952794576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21920615/posts/default/113917509952794576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fafm86.blogspot.com/2006/02/crnica-1-01-de-agosto-de-2005-este.html' title='Chegando à Luanda'/><author><name>Fernando Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06066244102520080179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://photos1.blogger.com/hello/14/9741/640/fern.0.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
